Passado o tempo dos anátemas e das caricaturas, é urgente descobrir o pensamento daqueles que interpretaram os problemas de nosso país no início do século passado. Médico, historiador, psicólogo, professor, Manoel Bomfim (1868-1932), nascido em Aracaju, foi um desses pioneiros a se debruçar sobre os paradoxos de um Brasil recém-nascido da República. Sabemos que a posteridade dos pensadores é versátil, e largamente tributária do que Hegel denominou Zeitgeist, 'o espírito do tempo'. Enquanto Bomfim escrevia 'O Brasil na história', finalizavam-se as negociações resultantes da I Guerra Mundial. E por que ler Bomfim hoje? Porque sabemos que, assim como o progresso não caminha sem memória, a memória não avança sem progresso. Daí a luta incansável do autor por uma educação que fosse memória e uma memória que fosse história e identidade. Cidadania e liberdade? Só conhecendo o passado e, nele, o papel dos brasileiros. Em tempos de revisões historiográficas, em que tantos se perguntam sobre as condições de produção da história, é hora, pois, de ler Manuel Bomfim, e de fazê-lo com respeito e atenção. Afinal, sua obra, livre e emancipada, é simultaneamente recurso e fonte para compreender uma das mais incomuns interpretações do Brasil. Mary Del Priore

Ed. PUC Minas - 486 pág. - brochura

O BRASIL NA HISTÓRIA - Manuel Bonfim

R$63,90
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Passado o tempo dos anátemas e das caricaturas, é urgente descobrir o pensamento daqueles que interpretaram os problemas de nosso país no início do século passado. Médico, historiador, psicólogo, professor, Manoel Bomfim (1868-1932), nascido em Aracaju, foi um desses pioneiros a se debruçar sobre os paradoxos de um Brasil recém-nascido da República. Sabemos que a posteridade dos pensadores é versátil, e largamente tributária do que Hegel denominou Zeitgeist, 'o espírito do tempo'. Enquanto Bomfim escrevia 'O Brasil na história', finalizavam-se as negociações resultantes da I Guerra Mundial. E por que ler Bomfim hoje? Porque sabemos que, assim como o progresso não caminha sem memória, a memória não avança sem progresso. Daí a luta incansável do autor por uma educação que fosse memória e uma memória que fosse história e identidade. Cidadania e liberdade? Só conhecendo o passado e, nele, o papel dos brasileiros. Em tempos de revisões historiográficas, em que tantos se perguntam sobre as condições de produção da história, é hora, pois, de ler Manuel Bomfim, e de fazê-lo com respeito e atenção. Afinal, sua obra, livre e emancipada, é simultaneamente recurso e fonte para compreender uma das mais incomuns interpretações do Brasil. Mary Del Priore

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