Uma história que mostra como os livros podem ser revolucionários mesmo nos cenários mais devastadores

Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e vielas em busca de registros para o Ocidente. Quando chega a um bairro menos afetado, se depara com uma cena que parece inusitada: entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, um senhor está sentado diante de uma vitrine repleta de livros, lendo serenamente, como se esperasse. Mas o que ele espera? Talvez alguém que finalmente pare e o escute. Os livros que ele segura não são meros objetos, mas, sim, fragmentos de uma vida, ecos de memória, as cicatrizes de um povo.

Ao apontar a lente da câmera para esse homem, embora com receio de quebrar o encanto do momento, o jovem fotógrafo não percebe que está prestes a atravessar o espelho. O livreiro nota a presença do estranho e, antes de se deixar ser fotografado, pede a ele que ouça sua história. “O senhor não concorda que um retrato é melhor se soubermos o que está por trás dele?”, diz o velho. Assim começa a odisseia de um palestino que escolheu as palavras como seu refúgio, sua resistência e sua pátria.

Do êxodo à prisão, do engajamento à desilusão política, do teatro à descoberta do amor, das crianças que crescem livres às tragédias que nos arrancam aqueles que amamos, a voz do livreiro nos guia pelos labirintos de sua vida, que é o retrato da história de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. Num mundo em que as bombas ameaçam ter a última palavra, O livreiro de Gaza nos lembra de que os livros são nossa maior chance de sobrevivência ― não para escapar da realidade, mas para habitá-la plenamente. Um testemunho de que nesse cenário desiludido, em meio ao caos, uma pessoa que lê parece a mais radical revolucionária.

 

Ed. Intrínseca - 1ª ed. - 2026 - 112 pág. - brochura

 

O livreiro de Gaza; Rachid Benzine; Ficção literária; Gaza; Editora Intrínseca

O LIVREIRO DE GAZA - Rachid Benzine

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Uma história que mostra como os livros podem ser revolucionários mesmo nos cenários mais devastadores

Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e vielas em busca de registros para o Ocidente. Quando chega a um bairro menos afetado, se depara com uma cena que parece inusitada: entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, um senhor está sentado diante de uma vitrine repleta de livros, lendo serenamente, como se esperasse. Mas o que ele espera? Talvez alguém que finalmente pare e o escute. Os livros que ele segura não são meros objetos, mas, sim, fragmentos de uma vida, ecos de memória, as cicatrizes de um povo.

Ao apontar a lente da câmera para esse homem, embora com receio de quebrar o encanto do momento, o jovem fotógrafo não percebe que está prestes a atravessar o espelho. O livreiro nota a presença do estranho e, antes de se deixar ser fotografado, pede a ele que ouça sua história. “O senhor não concorda que um retrato é melhor se soubermos o que está por trás dele?”, diz o velho. Assim começa a odisseia de um palestino que escolheu as palavras como seu refúgio, sua resistência e sua pátria.

Do êxodo à prisão, do engajamento à desilusão política, do teatro à descoberta do amor, das crianças que crescem livres às tragédias que nos arrancam aqueles que amamos, a voz do livreiro nos guia pelos labirintos de sua vida, que é o retrato da história de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. Num mundo em que as bombas ameaçam ter a última palavra, O livreiro de Gaza nos lembra de que os livros são nossa maior chance de sobrevivência ― não para escapar da realidade, mas para habitá-la plenamente. Um testemunho de que nesse cenário desiludido, em meio ao caos, uma pessoa que lê parece a mais radical revolucionária.

 

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