Em 1550, o convento de Valladolid, na Espanha, abriga um tribunal religioso que irá julgar se os indígenas do Novo Mundo são, como os europeus, seres humanos possuidores de alma. O tribunal é presidido por um enviado do papa, o cardeal Roncieri, que, depois de quatro dias de discussões, irá se pronunciar sobre a questão. Se os índios não forem considerados humanos, os espanhóis poderão continuar a escravizar as populações locais. Caso contrário, a colonização sofrerá um duro revés.

Do lado dos índios, está o dominicano Bartolomé de las Casas, humanista defensor da tradição cristã e da igualdade entre os homens. Ainda jovem, o monge conheceu a América e presenciou atos de crueldade inimagináveis praticados pelos espanhóis. Seu opositor é o filósofo Gines de Sepúlveda, versado na arte retórica e no pensamento de Aristóteles. Ele defende a tese de que os mais fortes devem dominar os mais fracos, de acordo com o que, segundo sua visão, sempre teria ocorrido na história do homem.

A disputa é acirrada e, a cada argumento dos adversários, a tensão se avoluma, num embate pautado por golpes baixos, sofismas e diálogos cortantes. Contra os ardis de Sepúlveda, Las Casas apresenta sua palavra coerente e indignada, de quem assistiu a atrocidades tremendas.

Neste romance histórico, de estrutura teatral, o renomado roteirista de cinema Jean-Claude Carrière combina história e ficção, não apenas para defender a complexa humanidade dos índios, mas também para afirmar o poder do humanismo e da razão contra a intolerância. Carrière é autor do roteiro de alguns clássicos do cinema europeu, entre os quais se destacam seus trabalhos com o diretor espanhol Luis Buñuel: A bela da tardeO discreto charme da burguesia e Esse obscuro objeto do desejo, entre outros.

Cia. das Letras - 232 pág. - brochura

 

A CONTROVÉRSIA - Jean-Claude Carrière

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Em 1550, o convento de Valladolid, na Espanha, abriga um tribunal religioso que irá julgar se os indígenas do Novo Mundo são, como os europeus, seres humanos possuidores de alma. O tribunal é presidido por um enviado do papa, o cardeal Roncieri, que, depois de quatro dias de discussões, irá se pronunciar sobre a questão. Se os índios não forem considerados humanos, os espanhóis poderão continuar a escravizar as populações locais. Caso contrário, a colonização sofrerá um duro revés.

Do lado dos índios, está o dominicano Bartolomé de las Casas, humanista defensor da tradição cristã e da igualdade entre os homens. Ainda jovem, o monge conheceu a América e presenciou atos de crueldade inimagináveis praticados pelos espanhóis. Seu opositor é o filósofo Gines de Sepúlveda, versado na arte retórica e no pensamento de Aristóteles. Ele defende a tese de que os mais fortes devem dominar os mais fracos, de acordo com o que, segundo sua visão, sempre teria ocorrido na história do homem.

A disputa é acirrada e, a cada argumento dos adversários, a tensão se avoluma, num embate pautado por golpes baixos, sofismas e diálogos cortantes. Contra os ardis de Sepúlveda, Las Casas apresenta sua palavra coerente e indignada, de quem assistiu a atrocidades tremendas.

Neste romance histórico, de estrutura teatral, o renomado roteirista de cinema Jean-Claude Carrière combina história e ficção, não apenas para defender a complexa humanidade dos índios, mas também para afirmar o poder do humanismo e da razão contra a intolerância. Carrière é autor do roteiro de alguns clássicos do cinema europeu, entre os quais se destacam seus trabalhos com o diretor espanhol Luis Buñuel: A bela da tardeO discreto charme da burguesia e Esse obscuro objeto do desejo, entre outros.

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