´Estamos na ambivalência. Ambivalência de todos os processos das duas globalizações. Por esta razão, temos de considerar o século passado sinônimo de progressos gigantes em tantos campos, mas também de regressões e de perigo. A barbárie antiga de novo se desenvolveu, com violência, massacres, destruição, ódios, numa aliança entre a velha barbárie, que não havíamos extirpado, e uma barbárie nova, fria, oriunda da ciência e da tecnologia, alheia aos problemas humanos. A velha barbárie utiliza a nova barbárie, o que os filósofos de Frankfurt chamavam de razão instrumental, que não é racionalidade, mas a utilização do poder racional com as forças de opressão e de destruição´.

EdipucRS/Editora Sulina - 88 pág. - brochura

Esta obra é parte integrante da homenagem realizada pela PUCRS, no evento que torna Edgar Morin Doutor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, por iniciativa da Faculdade de Comumicação Social.

Compõem a obra, o discurso de Juremir Machado da Silva, para tal evento, um artigo do mesmo, sobre complexidade em Morin,um artigo intitulado "Ciência mutilada", de Joaquim Clotet, então reitor da PUC, uma breve biografia do homenageado e o texto de Morin que dá nome a esta obra: "As duas globalizações: comunicação e complexidade".

No referido texto, Morin fala-nos que vivemos duas globalizações. A primeira, a da escravização de populações conquistadas, a dominação da Europa ocidental no século XIX. A segunda globalização é o negativo da primeira, é uma globalização minoritária.

Para Morin, não há uma única globalização, há duas, ligadas e antagônicas. E isso nos causa um grande problema. Neste munda da comunicação, não basta multiplicar as formas de comunicação, mas é preciso a compreensão.

De acordo com Morin, nós vivemos em um mundo cada vez mais UNO, e cada vez mais particularizado. UNO no sentido de que cada parte do mundo faz parte cada vez mais do mundo em sua globalidade. E o mundo em sua globalidade, encontra-se em cada parte. Cada ser humano, rico, pobre, do sul, do norte, tem sua singularidade mesmo no planeta inteiro.

Vivemos em um mundo do consumo, e ao mesmo tempo buscamos sujir dele. Estamos em todos os lugares, queremos pertencer, mas também, sermos únicos.

Morin também escreve um artigo muito interessante que consta nesse livro, sobre a arte da entrevista. Vale a pena conferir.

Sobre o autor:
Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, nasceu em Paris, em 8 de julho de 1921. Sociólogo e filósofo, é pesquisador emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. Participou da resistência ao nazismo, na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial. Considerado um dos pensadores mais importantes do século XX e XXI, Edgar Morin é autor de mais de trinta livros, entre eles O método (6 volumes), Introdução ao pensamento complexo, Ciência com consciência e Os sete saberes necessários para a educação do futuro. Segundo ele, "esse mundo está condenado ao acaso, a viver do acaso, ele se organiza e se estrutura para suportar o acaso."

As Duas Globalizações - Edgar Morin

R$74,90
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´Estamos na ambivalência. Ambivalência de todos os processos das duas globalizações. Por esta razão, temos de considerar o século passado sinônimo de progressos gigantes em tantos campos, mas também de regressões e de perigo. A barbárie antiga de novo se desenvolveu, com violência, massacres, destruição, ódios, numa aliança entre a velha barbárie, que não havíamos extirpado, e uma barbárie nova, fria, oriunda da ciência e da tecnologia, alheia aos problemas humanos. A velha barbárie utiliza a nova barbárie, o que os filósofos de Frankfurt chamavam de razão instrumental, que não é racionalidade, mas a utilização do poder racional com as forças de opressão e de destruição´.

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Esta obra é parte integrante da homenagem realizada pela PUCRS, no evento que torna Edgar Morin Doutor Honoris Causa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, por iniciativa da Faculdade de Comumicação Social.

Compõem a obra, o discurso de Juremir Machado da Silva, para tal evento, um artigo do mesmo, sobre complexidade em Morin,um artigo intitulado "Ciência mutilada", de Joaquim Clotet, então reitor da PUC, uma breve biografia do homenageado e o texto de Morin que dá nome a esta obra: "As duas globalizações: comunicação e complexidade".

No referido texto, Morin fala-nos que vivemos duas globalizações. A primeira, a da escravização de populações conquistadas, a dominação da Europa ocidental no século XIX. A segunda globalização é o negativo da primeira, é uma globalização minoritária.

Para Morin, não há uma única globalização, há duas, ligadas e antagônicas. E isso nos causa um grande problema. Neste munda da comunicação, não basta multiplicar as formas de comunicação, mas é preciso a compreensão.

De acordo com Morin, nós vivemos em um mundo cada vez mais UNO, e cada vez mais particularizado. UNO no sentido de que cada parte do mundo faz parte cada vez mais do mundo em sua globalidade. E o mundo em sua globalidade, encontra-se em cada parte. Cada ser humano, rico, pobre, do sul, do norte, tem sua singularidade mesmo no planeta inteiro.

Vivemos em um mundo do consumo, e ao mesmo tempo buscamos sujir dele. Estamos em todos os lugares, queremos pertencer, mas também, sermos únicos.

Morin também escreve um artigo muito interessante que consta nesse livro, sobre a arte da entrevista. Vale a pena conferir.

Sobre o autor:
Edgar Morin, pseudônimo de Edgar Nahoum, nasceu em Paris, em 8 de julho de 1921. Sociólogo e filósofo, é pesquisador emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Formado em Direito, História e Geografia, realizou estudos em Filosofia, Sociologia e Epistemologia. Participou da resistência ao nazismo, na França ocupada, durante a Segunda Guerra Mundial. Considerado um dos pensadores mais importantes do século XX e XXI, Edgar Morin é autor de mais de trinta livros, entre eles O método (6 volumes), Introdução ao pensamento complexo, Ciência com consciência e Os sete saberes necessários para a educação do futuro. Segundo ele, "esse mundo está condenado ao acaso, a viver do acaso, ele se organiza e se estrutura para suportar o acaso."