O protagonista de 'Tristano morre' é um ex-militar italiano à beira da morte. Com a gangrena lhe devorando o corpo de quase 80 anos, ele relata a um escritor sua história de luta contra o nazi-fascismo, na época em que Tristano era seu nome de guerra, tomado emprestado de um personagem de Giacomo Leopardi. A idéia é que seja escrita sua biografia, mas seu relato não é confiável, porque sua memória falha e suas lembranças se misturam a sonhos e delírios, muitas vezes motivados pela morfina que lhe aplaca as terríveis dores. De qualquer forma, a grande lição aqui não é de vida, mas de literatura e filosofia. Enquanto recapitula sua vida para o escritor, o ancião dá voz às reflexões de Tabucchi sobre o fazer literário. Tristano quer que sua história vire livro porque sabe que, assim, ela sobreviverá a ele. A mentira do personagem real é aceitável; a do escritor, não. Tristano não acredita na escrita, diz que ela falseia tudo, que os escritores são falsários. Mas as coisas pertencem a quem as diz ou a quem as escreve? 'A história é uma ilusão, um fantasma, já não é possível fazê-la, já está feita', Tristano conclui. Para ele, a história é uma música cujo intérprete é o escritor, que, por mais talentoso que seja, não conhece sua partitura.

Ed. Rocco - 192 pág. - brochura

TRISTANO MORRE - Antonio Tabucchi

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O protagonista de 'Tristano morre' é um ex-militar italiano à beira da morte. Com a gangrena lhe devorando o corpo de quase 80 anos, ele relata a um escritor sua história de luta contra o nazi-fascismo, na época em que Tristano era seu nome de guerra, tomado emprestado de um personagem de Giacomo Leopardi. A idéia é que seja escrita sua biografia, mas seu relato não é confiável, porque sua memória falha e suas lembranças se misturam a sonhos e delírios, muitas vezes motivados pela morfina que lhe aplaca as terríveis dores. De qualquer forma, a grande lição aqui não é de vida, mas de literatura e filosofia. Enquanto recapitula sua vida para o escritor, o ancião dá voz às reflexões de Tabucchi sobre o fazer literário. Tristano quer que sua história vire livro porque sabe que, assim, ela sobreviverá a ele. A mentira do personagem real é aceitável; a do escritor, não. Tristano não acredita na escrita, diz que ela falseia tudo, que os escritores são falsários. Mas as coisas pertencem a quem as diz ou a quem as escreve? 'A história é uma ilusão, um fantasma, já não é possível fazê-la, já está feita', Tristano conclui. Para ele, a história é uma música cujo intérprete é o escritor, que, por mais talentoso que seja, não conhece sua partitura.

Ed. Rocco - 192 pág. - brochura